segunda-feira, 14 de maio de 2007

O SANGUE DOS MARTIRES



Depois de uma dose maciça de Papa Bento XVI, eu tinha que me manifestar, apesar do respeito que tenho por todas as crenças, não posso deixar de mostrar quantas coisas ruins que a igreja católica fez! No Brasil na época da escravização dos povos negros, a igreja se colocava numa posição neutra, porém os escravizados negros tinha que aceitar a religião católica e serem batizados para poder receber um nome Cristão, uma vez feito isso, os padres da época procurava mostrar, que eles (os escravos tinham que suportar, que aquilo era uma prova, e quando eles morrecem ganharim o paraíso como recompensa; uma forma de mante-los submissos aos seus senhores, e aceitar a sua condição de cativo.
O Papa falou muito de seitas; (Doutrina ou sistema que diverge da opinião geral e é seguido por muitos),falou também de Prosélitos ( individuo que abraçou religião diferente da sua), se o papa Bento XVI, nos considera tudo isso! não posso deixar de pensar que a própria igreja católica, não segue a muito tempo a igreja Primitiva, a igreja de Pedro e de Paulo e todos os dicípulos que morreram por nosso Senhor Jesus Cristo. Naquela época pregava-se que só Jesus salvava, só através Dele herdariamos o paraíso, hoje a igreja acrecentou Maria ( mulher digna de todas as honras, pelo meu modo de ver!; mas ainda dependeu de seu filho, para que ela também fosse salva, após a sua morte), e todos os outros santos que a igreja católica venera, algumas vezes até mais do que a Deus, quantas vezes o Papa e toda a igreja presente em sua visita exaltou o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo ? com certeza bem menos do que foi exaltada Maria, mãe de Jesus. A igreja católica, não aceita o espiritismo, porque não acredita que quem morreu tenha condições de voltar, e até mesmo de se envolver com os problemas de quem vive, ao mesmo tempo, pede para os seus santos intercederem pela a igreja, e por todos os católicos! para mim isso é contraditório. O Apostolo Pedro e Apostolo Paulo, sempre pregaram o amor de Cristo, que Ele era o nosso intersessor junto ao Pai, o próprio Cristo disse que ninguem chegaria a Deus, se não fosse por intermédio Dele. Eu vejo a igreja católica muito dividida, ela não sabe se segue o evangelho (os quatro evangelhos) e tudo que há neles, ou se continua a adorar Maria e todos os santos, diga-se de passagem, que nunca li em nenhum lugar Maria se achar maior que Jesus!, e nem mesmo Cristo a colocar numa posição maior que os demais que ali estavam com Ele. Maria, Pedro, Paulo e tantos outros, em especial João Batista, ao qual admiro muito! foram e são exemplos de pessoas que fizeram o que Jesus Cristo pediu. Deus quando escondeu o corpo de Moisés, o fez para que ninguém soubesse onde ele estava, e fosse lá desenterra-lo e adorá-lo como a um Deus, lembre-se Deus é ciumento, Ele não admite dividir a nossa atenção com ninguém!
A igreja católica diz, que veio da igreja de Pedro e que o papa atual é sucessor de Pedro, será mesmo? Pedro era tão humilde! aliás ele não admitia que ninguém se ajoelhasse diante dele, tão pouco que beijasse a sua mão, Cornélio quando recebeu Pedro em sua casa, ajoelhou-se diante dele, e Pedro o sensurou, pedindo que ele se levantasse, pois ele (Pedro) também se considerava um pecador. Hoje os papas se considram livres de pecados, e aceitam que se ajoelhem aos seus pés e até que beijem as suas mãos! nem os anjos do Senhor, admitem que alguém se ajoelhe aos seus pés, pois eles também são servos e adoram a Deus como nós.
Bem estou colocando em anexo texto que fala sobre os martires que a igreja católica, com toda a sua pompa criou com as inquisições!



As Fogueiras da Inquisição - II
Pr Airton Evangelista da Costa

"Quem nos separará do amor de Cristo? Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8.35-39).

O Sangue dos Mártires
Momentos antes da morte, muitas vítimas do Tribunal do Santo Ofício pronunciaram algumas palavras em testemunho de sua inabalável fé. Tamanha era a convicção com que faziam esses breves discursos, que sensibilizavam, às vezes, as pessoas presentes autos de fé, como eram chamadas as cerimônias de execução. Para evitar tais "blasfêmias" da parte dos "hereges", não raro cortavam a língua dos condenados, ou os amordaçavam.
Vale dizer que "ainda no século XI e na primeira metade do XII, protestaram contra a execução de hereges as vozes mais autorizadas na igreja. Eram, ora s.Bernardo, ora Wazo, bispo de Liége, aqui Hildeberto, bispo de Mans, ali Ruperto de Deutz. Relembravam esses cristãos haver Cristo vedado formalmente atos como esses que os papas prescreviam; e asseguravam que o único efeito desse proceder seria gerar a hipocrisia, aumentar decididamente o horror e o ódio dos homens contra a igreja repleta de sangue, contra um clero ávido de perseguições. Só a teoria da infalibilidade podia-nos levar a conceber como, em toda a série dos papas desde Luciano III, não existisse ao menos um que se dispusesse a tomar outro caminho. Se não tivesse havido particular esmero em cultivar essa teoria, e fazê-la vingar a todo o transe, homens brandos, caracteres benévolos como Honório III, Gregório X, Celestino V, sem nenhuma dúvida teriam atenuado a crueza das disposições decretadas por seus antecessores, e imposto raias a essa onipotência ilimitada, em que os papas investiram esses inquisidores vorazes, fanáticos, sanguinários"
(1)
Impossível quantificar as vítimas da Inquisição, mas sabe-se que chega a dezenas de milhões o número dos que sofreram a pena capital, a tortura, a prisão perpétua; das famílias que ficaram na mendicância em razão do confisco total dos bens; e dos que deixaram a terra natal para fugir às perseguições. Vejamos alguns exemplos.
Arnaldo de Bréscia - Seguidor do ex-padre Pedro Bruys, também queimado na fogueira, em 1126, por haver combatido a corrupção do clero e se convertido ao Evangelho, Arnaldo de Bréscia, religioso italiano, fez severa oposição ao poder temporal dos papas; desejava o retorno da Igreja de Roma à simplicidade do Evangelho da igreja primitiva; rejeitava os sacramentos; condenava a interferência da igreja no Estado, a adoração aos mortos, o sacrifício da missa. Perseguido, procurou refúgio na França, e depois na Suíça. Em 1155, sob o comando direto do papa Adriano IV, foi denunciado, preso em Roma, enforcado e seu corpo reduzido a cinzas.
Giordano Bruno - (1548-1600). Mártir da liberdade do pensamento, um dos maiores pensadores do século XVI. Filósofo, astrônomo e matemático italiano, Filippo Bruno, após ingressar aos 17 anos no convento de San Domenico Maggiore, em Nápoles, adotou o nome de Giordano, tendo sido ordenado padre em 1572. Semelhantemente a Galileu, defendeu o heliocentrismo - o sol como centro do sistema -, tese não admitida pela Igreja Católica. Além disso, Giordano acreditava na astrologia e na reencarnação. Expulso da Ordem dos Dominicanos, foi excomungado e considerado herege. Fez vários estudos e escreveu alguns livros. Denunciado por seu amigo Giovanni Mocenigo, papista fanático, recebeu a sentença de morte do Santo Ofício após oito anos em prisão. Sem nunca haver abjurado suas idéias, foi levado à fogueira aos 52 anos de idade, no dia 17 de fevereiro de 1600, no Campo di Fiori, em Roma. Tiveram o cuidado de colocar uma mordaça em sua boca para que não pronunciasse qualquer "blasfêmia". Olhou com indiferença e desprezo um crucifixo que fora colocado diante dele, para ser beijado. Em carta de 14.2.2000 dirigida ao Reverendo Reitor da Pontifícia Faculdade Teológica da Itália Meridional, por ocasião de um congresso de estudos sobre a personalidade de Giordano Bruno, o cardeal Ângelo Solano, admite "falhas" com relação ao caso. Eis um trecho:
"É por isto que, entre os sinais do Jubileu, o Sumo Pontífice pôs o da purificação da memória, pedindo a todos um ato de coragem e de humildade ao reconhecer as próprias faltas e as de quantos tiveram e têm o nome de cristãos. Alguns importantes simpósios desenvolveram-se nesta direção - como por exemplo sobre o anti-semitismo, a inquisição e João Hus - que se realizaram com o patrocínio da Santa Sé, para estabelecer no plano histórico o desenvolvimento efetivo dos acontecimentos e discernir aquilo que neles deve ser julgado pouco conforme com o espírito evangélico. Semelhante verificação parece importante quer para pedir perdão a Deus e aos irmãos pelas faltas eventualmente cometidas, quer para orientar a consciência cristã para um futuro mais vigilante na fidelidade a Cristo. Portanto, Sua Santidade soube com prazer que, precisamente com estes sentimentos, essa Faculdade Teológica quer recordar Giordano Bruno que, no dia 17 de Fevereiro de 1600, foi executado em Roma na Praça "Campo de' Fiori", após o veredicto de heresia pronunciado pelo Tribunal da Inquisição Romana".

Galileu Galilei (1564-1642) - Físico, matemático e astrônomo italiano, fez numerosas descobertas nos campos da Física e da Astronomia. Com uma luneta por ele inventada, descobriu as montanhas da Lua, os satélites de Júpiter, as manchas solares, as fases de Vênus, os anéis de Saturno. Por 17 anos assume a cátedra na Universidade de Pádua. Conclui que a Terra gira em torno do Sol, e dá fundamentação científica à Teoria Heliocêntrica de Copérnico. Suas descobertas e ensinos foram considerados uma heresia pelos censores romanos, sob a alegação de que contrariavam as Sagradas Escrituras. Acabrunhado, doente, preso em Roma, assinou sua retratação. Antes, os inquisidores lhe mostraram a sala de tortura e os respectivos instrumentos. Combalido e ajoelhado diante dos representantes do papa Urbano VIII (1623-1644), leu e assinou sua retratação:
"Eu, Galileu Galilei, tendo sido trazido pessoalmente ao julgamento e ajoelhando-me diante de vós, Eminentíssimos e Reverendíssimos Cardeais, Inquisidores Gerais da Comunidade Cristã Universal contra a depravação herética... juro que sempre acreditei em cada artigo que a sagrada Igreja Católica, Apostólica de Roma, sustenta, ensina e prega. Mas porque este Sagrado Ofício ordenou-me que abandonasse completamente a falsa opinião, a qual sustenta que o Sol é o centro do mundo e imóvel, e proíbe abraçar, defender ou ensinar de qualquer modo a dita falsa doutrina... com sinceridade de coração e verdadeira fé, abjuro, maldigo e detesto os ditos erros e heresias, e em geral todos os outros erros e seitas contrárias à dita Santa Igreja; e eu juro que nunca mais no futuro direi, ou afirmarei nada, verbalmente ou por escrito, que possa levantar semelhante suspeita contra mim; mas se eu vier a conhecer qualquer herege ou qualquer suspeito de heresia, eu o denunciarei a este Santo Ofício ou ao Inquisidor Ordinário do lugar onde eu estiver. Juro, além disso, e prometo que cumprirei o observarei inteiramente todas as penitências que me foram ou sejam impostas por este Santo Ofício.Mas se por acaso eu vier a violar qualquer uma de minhas ditas promessas, juramentos e protestos (o que Deus não permita), sujeitar-me-ei a todas as penas e punições que foram decretadas e promulgadas pelos sagrados cânones e outras constituições gerais e particulares contra delinqüentes assim descritos. Portanto, com a ajuda de Deus e de Seus Santos Evangelhos, que eu toco com minhas mãos, eu, abaixo assinado Galileu Galilei, abjurei,jurei, prometi e me obriguei moralmente ao que está acima citado; e, em fé do que, com minha própria mão assinei este manuscrito da minha abjuração, o qual eu recitei palavra por palavra".
A Santa Inquisição não só condenou os ensinos de Galileu, mas também os de Copérnico. O "Tribunal de Deus" assim se pronunciou: "A tese de que o Sol é o centro do sistema e não se move ao redor da Terra, é néscia, absurda, teologicamente falsa e herética, sendo frontalmente contrária às Sagradas Escrituras.
.. A segunda proposição, a de que a Terra não é o centro do sistema mas sim move-se ao redor do Sol, é absurda, filosoficamente falsa e pelo menos segundo o ponto de vista teológico, contrária à verdadeiras fé" (2)
Galileu livrou-se da fogueira, mas passou vários meses sob prisão. Muito doente e cego, veio a falecer no dia 8 de janeiro de 1642. Em janeiro de 1998, passados 356 anos, o papa João Paulo II formalizou o tardio pedido de perdão ao notável astrônomo.
John Wycliffe (1330-1384) - Teólogo inglês, precursor da Reforma, pregava uma Igreja sem a direção papal; combateu a exploração popular com o lucrativo negócio da venda de indulgências, e condenou o excesso de bens materiais dos clérigos. Doutor de Teologia, advogado eclesiástico a serviço da Coroa, nomeado reitor de Lutterworth em 1374. Sua maior obra, contudo, foi a tradução das Escrituras para o inglês, abrindo caminho para que a Palavra de Deus fosse conhecida na Inglaterra. Ousado e destemido, acusou o clero romano de criar clima de tensão e horror ao ameaçar os fiéis com excomunhão; de tentar conter a propagação da Palavra ao proibir a leitura da Bíblia e a sua tradução para línguas conhecidas do povo. Ensinava a salvação somente pela fé em Cristo e a infalibilidade das Escrituras. Chamado a retratar-se por ocasião de uma enfermidade que muito o enfraqueceu, disse: "Não hei de morrer, mas viver e denunciar novamente as más ações dos frades".Tendo sido levado pela terceira vez ao tribunal eclesiástico, e acusado de heresia, Wycliffe declarou: "Com que julgais estar a contender? Com um ancião às bordas da sepultura? Não! Estais a contender com a Verdade, Verdade que é mais forte do que vós e vos vencerá". Deus livrou Wycliffe da fogueira: faleceu repentinamente após um ataque de paralisia. Sua voz silenciou, mas sua fé em Jesus Cristo fez discípulos em todo o mundo. Mais de quarenta anos após sua morte, seus ossos foram exumados e publicamente queimados, e as cinzas lançadas em um riacho vizinho (3).
John Hus (1369-415) - Divulgador das idéias de Wycliffe, natural da Boêmia (região histórica da Europa central, hoje integrante da República Tcheca, cuja capital é Praga) depois de completar o curso superior ordenou-se sacerdote, havendo exercido o cargo de professor e mais tarde de reitor da universidade de Praga. Hus, embora não estivesse de acordo com todos os ensinos de Wycliffe, ficou bastante influenciado pelas idéias desse inglês, e resolveu aprofundar-se mais no estudo da Bíblia. O segundo passo foi denunciar o verdadeiro caráter do papado, o orgulho, a ambição e a corrupção da hierarquia. Defendia a Bíblia como sendo a única regra de fé e prática do cristão, e ensinava que a Palavra de Deus podia ser pregada por qualquer pessoa.
Excomungado e acusado de heresia, Hus foi finalmente condenado no Concílio de Constança (1414-1415), no sudoeste da Alemanha, ao qual compareceu, também, como réu, o "antipapa" João XXIII, este acusado por vários crimes cometidos durante seu ministério no período de 1410 a 1415: fornicação, adultério, incesto, sodomia, roubo, simonia, assassinato. Condenaram-no por cinqüenta e quatro crimes, mas não recebeu a sentença de morte. Juntamente com outros "papas" que disputavam o cargo, foi deposto. Preso e lançado numa asquerosa masmorra, Hus escreveu a um amigo: "Escrevo esta carta na prisão e com as mãos algemadas, esperando a sentença de morte para manhã... Quando, com o auxílio de Jesus Cristo, de novo nos encontrarmos na deliciosa paz da vida futura, sabereis quão misericordioso Deus Se mostrou para comigo, quão eficazmente me sustentou em meio de tentações e provas".
Antes de ser levado ao local da execução, suas vestes sacerdotais foram arrancadas, numa cerimônia de degradação, e sobre sua cabeça colocaram uma carapuça de papel com a inscrição "Arqui-herege". "Com muito prazer", disse Hus, "levarei sobre a cabeça esta coroa de ignomínia por Teu amor ó Jesus, que por mim levaste uma coroa de espinhos. Invoco a Deus para testemunhar que tudo que escrevi e preguei foi dito com o fim de livrar almas do pecado e perdição; e, portanto, muito alegremente confirmarei com meu sangue a verdade que escrevi e preguei". As chamas começaram a tomar conta do seu corpo. Hus orou várias vezes até perder a voz: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim". O martírio de Hus se deu em 6 de julho de 1415, no mesmo dia de sua condenação. Suas cinzas foram jogadas no rio Reno.
Jerônimo de Praga (1360-1416) - Reformador religioso tcheco. Seguidor de John Hus e de John Wycliffe, apoiou o primeiro em seu movimento de reformas. Condenado à fogueira como herege. Jerônimo, embora consciente do risco que corria, apresentou-se ao Concílio de Constança no ano de 1414 para defender seus princípios cristãos. Logo após haver confirmado suas idéias "heréticas", foi encarcerado numa masmorra e alimentado a pão e água. Doente, debilitado e abandonado por amigos, cedeu à pressão dos inquisidores e declarou que retornaria à fé católica. Ainda assim, retornou à prisão e lá permaneceu por trezentos e quarenta dias. Durante esse tempo refletiu sobre a sua fraqueza de fé e se sentiu envergonhado de haver cedido. Verificou que não valia a pena negar as verdades bíblicas para salvar a pele. Novamente perante o Concílio, Jerônimo falou: "Estou pronto para morrer. Não recuarei diante dos tormentos que me estão preparados por meus inimigos e falsas testemunhas, que um dia terão que prestar contas de suas imposturas diante do grande Deus, a quem nada pode enganar. De todos os pecados que cometi desde minha juventude, nenhum pesa tão gravemente em meu espírito e me acusa tão pungente remorso, como aquele que cometi neste lugar fatídico, quando aprovei a iníqua sentença dada contra Wycliffe e com o santo mártir John Hus, meu mestre e amigo".
E prosseguiu Jerônimo: "Confesso-o de todo o coração e declaro com horror, que desgraçadamente fraquejei quando, por medo da morte, condenei suas doutrinas. Portanto, suplico a Deus Todo-poderoso Se digne perdoar meus pecados, e em particular este, o mais hediondo de todos. Provai-me pelas Escrituras que estou em erro, e o abjurarei". Um papista perguntou: - Quem pode entender as Escrituras antes que a igreja as haja interpretado? Ao que respondeu Jerônimo: - São as tradições dos homens mais dignas de fé do que o Evangelho do nosso Salvador?"
Quando as chamas começaram a queimar seu corpo, orou ao Pai: "Senhor, Pai Todo-poderoso, tem piedade de mim e perdoa os meus pecados; pois sabes que sempre amei Tua verdade". Suas cinzas, tal como aconteceu com as de Hus, foram lançadas ao Reno (4).
Joana d'Arc (1412-1431) - Contribuiu para mudar os rumos da guerra de cem anos entre a França e a Inglaterra, ficando conhecida como a heroína francesa. Vítima de uma traição, é feita prisioneira e entregue ao Tribunal do Santo Ofício para julgamento espiritual. O inquérito é comandado por Messire Pierre Cauchon, bispo de Beauvais, a quem coube intermediar o resgate da donzela por dez mil escudos franceses. A alegação era a de que, por ela, "Deus tinha sido ofendido sem medida, a Fé excessivamente afrontada, e a Igreja desonrada".
Por causa de suas ousadas atitudes, como, por exemplo, vestir-se como homem, foi acusada de feiticeira, sortílega, bruxa, pseudoprofeta, invocadora de espíritos malignos, idólatra, maldita, amaldiçoada, escandalosa, sediciosa, perturbadora da paz do País, incitadora de guerras, cruelmente sequiosa de sangue humano, mentirosa, perniciosa, abusadora do povo, mágica, supersticiosa, cruel, dissoluta, invocadora de diabos, apóstata, cismática e herege.
Joana d´Arc, com apenas 19 anos
, foi queimada publicamente na Praça do Mercado Velho, em Rouen (França), em 30 de maio 1431. Vinte e cinco anos depois a Igreja Católica revisou o processo da heroína e concluiu por sua inocência. Em 1909 a "Donzela de Orléans" foi beatificada, e canonizada em 1920, por ato do papa Bento XV.
Martinho Lutero
(1483-1546) - Considerado o fundador da doutrina protestante, de naturalidade alemã, doutorou-se em Teologia pela Universidade de Wittenberg, e, por esse tempo, leu pela primeira vez a Bíblia. Tendo sido tomado de um imenso desejo de ter uma comunhão mais estreita com Deus, resolveu ser monge e entrou na Ordem dos Agostinianos, no ano de 1505, tornando-se frade em 1507. Lutero levava uma vida de simplicidade, de jejum e orações. A leitura da Bíblia lhe havia despertado a consciência.
Em 1510 esteve sete meses em Roma, a fim de tratar assuntos relacionados com a Ordem, e voltou de lá impressionado com o que vira: luxo, pompa, casas suntuosas para os monges que não raro de banqueteavam fartamente. E não apenas isso. Ele se encheu de espanto ao ver a iniqüidade entre o clero, "gracejos imorais dos prelados, profanação durante a missa, desregramento e libertinagem". "Ninguém pode imaginar", escreveu ele, "que pecados e ações infames se cometem em Roma... Se há inferno, Roma está construída sobre ele".
Ainda em Roma, quando fazia penitência subindo de joelhos a "escada de Pilatos", ouviu uma voz dizendo: "O justo viverá pela fé" (Rm 1.17). Entendeu, então, que os homens não podem alcançar a salvação por ritos, sacramentos e penitências, como ensinava Roma.
Lutero se indignou com a venda de indulgências
. Pecados cometidos, ou os que porventura fossem praticados no futuro, eram perdoados pela Igreja, bastando que o pecador pagasse certa quantia. Lutero pregava que somente o arrependimento e a fé em Jesus Cristo poderiam salvar o pecador. O destemido sacerdote resolveu tomar uma atitude extrema. No dia 31 de outubro de 1517 afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg, cidade da Alemanha, noventa e cinco teses contra as indulgências, fato que teve grande repercussão. Era a primeira vez que um servo do papado se rebelava com tão grande ousadia. Com base na Bíblia, mostrava que o papa nem qualquer homem pode perdoar pecados. "Mostrava que a graça de Deus é livremente concedida a todos os que O buscam com arrependimento e fé". Rapidamente os ensinos de Lutero se espalharam pela Europa, e as verdades bíblicas começaram a se instalar nos corações. "Assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Isaías 55.11).
"Aquele que deseja proclamar a verdade de Cristo ao mundo, deve esperar a morte a cada momento". Com esse pensamento Lutero se dirigiu a Augsburgo, cidade alemã, onde se defrontaria com os representantes do papa Leão X (1513-1521). O prelado inquisidor, cheio de ódio, disse-lhe: "Retrate-se ou mandá-lo-ei a Roma". Roma seria o fim do caminho, o caminho da morte, a morte na fogueira, tal qual acontecera com seu amigo John Hus. Na madrugada do dia seguinte, estando a cidade às escuras, Lutero conseguiu se evadir de Augsburgo contando, para isso, com a ajuda de amigos. Escapou milagrosamente das mãos do representante papal que intentara prendê-lo.
Embora diante de tantas dificuldades, já classificado de herege, excomungado e condenado, Lutero não diminuiu suas severas críticas ao papado e às doutrinas romanas. Disse: "Estou lendo os decretos do pontífice e... não sei de o papa é o próprio anticristo, ou seu apóstolo..." Enquanto a Igreja de Roma subtraía elevados recursos financeiros ao povo, com heresias, superstições e ameaças, Lutero se aprofundava no estudo da Bíblia. Declarava abertamente que não havia distinção entre pecado mortal e pecado venial, pois afirmava, "pecado é pecado, sem gradação, e qualquer pecado leva ao inferno, pois afasta o pecador de Deus". Boa parte de seus sermões era destinada a protestar contra o comércio das indulgências, dizendo que estas eram inúteis. E perguntava: "Se o Papa pode libertar as almas do purgatório quando lhe dão dinheiro, por que não esvazia de uma vez o purgatório?"
A um enviado do papa Leão X, que lhe propôs uma reconciliação e alegou, como argumento, a autoridade do papa, Lutero respondeu com firmeza: "Só na Bíblia e não no papa reside a autoridade". E continuou: "O próprio Cristo é o chefe da Igreja e não o papa. Não lhe é permitido estabelecer um artigo de fé, sem base bíblica. O papa é soberano legítimo, não com direito divino, mas humano".
No dia 15 de junho de 1520, com a bula Exurge, o papa Leão X "condenou quarenta e uma proposições de Lutero, ameaçando-o de excomunhão, se não se retratasse dentro de sessenta dias". Essa bula condenava, em suma, a liberdade de consciência. O historiador Schaff assim definiu o documento: "Podemos inferir daquele documento em que estado de servidão intelectual estaria o mundo atualmente, se o poder de Roma houvesse conseguido esmagar a Reforma. Difícil será avaliar quanto devemos a Martinho Lutero, no terreno da liberdade e do progresso..." Num gesto memorável de audácia, destemor e ousadia, Lutero queimou a bula papal em praça pública a 10 de dezembro de 1520.
Por mais de uma vez Lutero compareceu diante dos emissários de Roma. Aconselhado a não se apresentar em razão do risco que corria, Lutero respondeu: "Ainda que acendessem por todo o caminho de Worms a Wittenberg uma fogueira... em nome do Senhor eu caminharia pelo meio dela; compareceria perante eles... e confessaria o Senhor Jesus Cristo".
Na presença do imperador Carlos V, da Alemanha, de príncipes e delegados de Roma, que esperavam uma retratação do excomungado herege, Lutero falou: "A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; queira Deus ajudar-me. Amém".
As tentativas de reconciliação do sacerdote Martinho Lutero com o papado, ou seja, os planos de fazê-lo voltar ao aprisco de Roma fracassaram todos: "Consinto em que o imperador, os príncipes e mesmo o mais obscuro cristão, examinem e julguem os meus livros; mas sob uma condição: que tomem a Palavra de Deus como norma. Os homens nada têm a fazer senão obedecer-lhe. No tocante à Palavra de Deus e à fé, todo cristão é juiz tão bom como pode ser o próprio papa, embora apoiado por um milhão de concílios. Deus não quer - dizia ele - que o homem se submeta ao homem, pois tal submissão em assuntos espirituais é verdadeiro culto, e este deve ser prestado unicamente ao Criador". Alertado de que estava proibido de subir ao púlpito, recusou-se a obedecer: "Nunca me comprometi a acorrentar a Palavra de Deus, nem o farei".
Tão logo expirasse o prazo de um salvo-conduto que o imperador lhe concedera, Lutero, conforme resolução do Concílio, deveria ser preso, todos os seus escritos destruídos; a ninguém era permitido dar-lhe comida ou bebida, e os seus discípulos sofreriam igual condenação. Isto, em outras palavras, significava FOGUEIRA. O plano de Deus era outro. Para livrá-lo da morte, um grupo de amigos "seqüestrou" a Lutero e o transportou, através da floresta, para o castelo de Wartburgo, construído nas montanhas, e de difícil acesso. Em 1534 traduziu a Bíblia para o alemão e escreveu muitas obras. O líder da Reforma Protestante faleceu em 1546 na sua cidade natal de Eisleben, na Saxônia, Alemanha.
William Gardiner - Inglês protestante da cidade-porto de Bristol, desenvolveu seus estudos em Lisboa a partir dos 23 anos de idade. Indignado com as práticas idólatras que grassava em Portugal, decidiu trabalhar em prol de uma reforma religiosa naquele país. Estava preparado para morrer por essa causa, mas faltou-lhe prudência. Durante a cerimônia de casamento do filho do rei de Portugal e a Infanta da Espanha, estando a catedral lotada por pessoas de todas as classes, não suportou ver a adoração à hóstia. "Correu até o cardeal, tomou a hóstia em suas mãos, e pisoteou-a". Ali mesmo foi ferido com um golpe de espada. Indagado pelo rei, respondeu: "Faço isso por uma honrada indignação ao ver as ridículas superstições e idolatrias aqui praticadas". Depois de haver sofrido terríveis torturas, Gardiner foi assado em fogo lento (5).
Encimas
- Queimado vivo por ordem do papa e de um conclave de cardeais porque se converteu ao protestantismo. Um irmão dele foi preso porque encontraram em seu poder um Novo Testamento em castelhano. A igreja Católica não admitia distribuição ou leitura da bíblia em outras línguas. Antes do dia da execução, fugiu do cárcere (6)
Fanino - Erudito secular, ganhou muitas almas para Cristo. Mesmo sabendo pela boca dos inquisidores que sua família ficaria na miséria, não apostatou da fé. Respondeu que estava entregando sua família aos cuidados do excelente administrador Jesus Cristo. No dia da execução estava muito feliz. Instado a falar, pronunciou suas últimas palavras: "Cristo susteve toda a angústia e lutou com o inferno e a morte por nossa causa. Através de seus padecimentos, quem nele crê é livre de temores". Foi estrangulado, e seu corpo, queimado. As cinzas foram espalhadas pelo vento (7).
Dominico - Erudito militar, tornou-se um zeloso protestante. Após apresentar o papa como o Anticristo, foi preso. Quando consultado da possibilidade de renunciar às suas doutrinas, respondeu: "Minhas doutrinas?! Não sustenho doutrinas próprias. O que prego são doutrinas de Cristo, e por elas darei meu sangue. E ficarei feliz em padecer pela causa de meu Redentor". Sofreu o martírio do enforcamento na praça do mercado (8).

A lista das vítimas da perseguição religiosa parece interminável. O inglês John Fox (1517-1587), perseguido durante o reinado da rainha Maria, a Sangrenta, na Inglaterra, no tempo da Inquisição, deixou-nos um minucioso relato dos massacres e crueldades contra os protestantes, homens e mulheres que deram suas vidas em prol da causa do Evangelho. São relatos impressionantes não só pela demonstração de fé desses mártires, mas também pela brutalidade de seus algozes. Conforme relato do referido compêndio, o papa milanês Pio IV, em 1560, ordenou "que todos os protestantes fossem severamente perseguidos nas províncias italianas, e um grande número de pessoas de todas as idades, classes sociais e de ambos os sexos sofreu o martírio". Sobre esse massacre, um certo católico romano, erudito e humano, escreveu a um nobre senhor: "Não posso, meu senhor, deixar de revelar os meus sentimentos a respeito das perseguições que ocorrem na atualidade. Creio que se trata de algo cruel e desnecessário. Tremo ante a forma pela qual a morte é aplicada. Parece mais um matadouro onde se degolam carneiros e ovelhas, do que a execução de seres humanos...Minhas lágrimas caem agora sobre o papel... Outra coisa devo mencionar: a paciência enfrentavam a morte... oravam fervorosamente a Deus com muito ânimo" (9).
Antonio Ricetti
, cidadão de Veneza, Itália, ano de 1542, sob a liderança do papa romano Paulo III. "Um bom cristão tem o dever de entregar não somente os seus bens e os seus filhos, senão também a própria vida, para a glória de seu Redentor; por isso, estou decidido a sacrificar tudo neste mundo passageiro, por amor à salvação em um mundo que permanecerá eternamente". Com estas palavras Ricetti rejeitou renunciar a sua fé, como sugerido por seu filho, e não aceitou uma propriedade rural oferecida pelos papistas, caso abraçasse a fé católica. Com uma pesada pedra amarrada aos seus pés, foi jogado no mar. Igual destino teve o italiano Francisco Spinola (10).

Juan Mollius, italiano, professor, sacerdote aos 18 anos, ao ler as verdades do Evangelho descobriu os erros da Igreja de Roma, dentre outros, Purgatório, Transubstanciação, Missa, Confissão Auricular, Oração pelos Mortos, Hóstia, Peregrinações, Extrema-Unção, Cultos em idioma desconhecido, e outros. Foi enforcado em 1553, tendo o corpo queimado (11).
Francis Gamba - Preso e condenado à morte pela sentença de Milão, Itália. No local da execução, um monge apresentou um crucifixo a ele, a quem Gamba disse: 'Minha mente está tão cheia dos verdadeiros méritos e da verdadeira bondade de Cristo que não quero um pedaço de pau sem sentido para fazer-me pensar Nele'. Por causa dessa expressão sua língua foi arrancada e ele foi em seguida queimado. Igual destino tiveram Juan Alloysius, Algério e Jacob Bovellus (12).
Um certo moço inglês
, que estava em Roma, ao ver a procissão da eucaristia, gritou: "Miseráveis idólatras, que deixais ao verdadeiro Deus para adorar a um pedaço de comida". Por ordem do papa, foi levado amarrado ao tronco pelas ruas de Roma; teve sua mão direita cortada, e finalmente queimado. Outro que sofreu o martírio das chamas, logo após o do moço inglês, foi um venerável ancião, que assim reagiu ao ver um crucifixo diante de seus olhos: "Se não tirares este ídolo de diante de minha vista, me obrigas a cuspir nele"
Cipriano Bustia foi lançado aos cães porque, com as seguintes palavras, rejeitou o convite de tornar-se católico: "Prefiro antes renunciar à vida, ou até mesmo tornar-me um cão". Pablo Clemente, ao ver alguns cadáveres de protestantes, que lhe foram apresentados como meio de conseguir sua retratação, disse: "Podeis matar o corpo; porém, não podeis prejudicar a alma de um verdadeiro crente; e acerca do terrível espetáculo que me mostrastes, podeis ter a certeza de que a vingança de Deus alcançará os assassinos desta pobre gente, e os castigará pelo sangue inocente derramado". Foi imediatamente enforcado (13).
Nos Vales de Piemonte, no século XVIII, no noroeste da Itália, país onde a Igreja Católica detinha inegável supremacia e poder absoluto, inúmeras vidas foram ceifadas porque rejeitaram a proposta de retratação. O "êxito" das atrocidades nessa região deveu-se ao empenho do duque de Sabóia, de comum acordo com o papa Clemente VIII (1592-1605). Vejamos uma amostra das atrocidades. Sebastião Basan foi atormentado por quinze meses e depois queimado; Sara Rastignote des Vignes, de 60 anos, ao recusar rezar a alguns santos, foi destripada e degolada; a jovem Martha Constantine foi violentada pelos soldados, teve os seios cortados, morrendo em conseqüência da hemorragia; o protestante Pedro Symonds, de 80 anos, foi jogado em um precipício, amarrado pelos pescoço e calcanhares; Esay Garcino, cortado em pedaços; Jacob Perrin e Maria Raymondete, esfolados vivos; Magdalena Pilot, esquartejada; Giovanni Pelanchion, por recusar tornar-se papista, foi amarrado a uma mula e arrastado pelas ruas de Lucerna, e depois degolado; Jacob Michelino, presbítero de uma igreja, e vários protestantes, foram pregados por meio de garfos fixados em seus ventres; Giovanni Rostagnal, um protestante de oitenta anos, teve suas orelhas e nariz cortados e assim encontrou ficou sangrando até morrer (14).
NOTAS:
01) JANUS, O Papa e o Concílio, 2a ed., tradução e introdução por Rui Barbosa, São Paulo, Saraiva, 1930, pp. 521/2
02) DONATO, Hernani, Coleção Vidas Ilustres, vol.VI, Editora Cultrix, 1961, pp. 147,151,152.
03) WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Ed. Condensada, 1992, pp.50/59.
04) Ibid. pp.68/71
05) FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554, 1a ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p. 86
06) Ibid. p. 100
07) Ibid. p.100/101
08) Ibid.p.101
09) Ibid.p.117/118
10) Ibid. p.114/115
11) Ibid. p.116
12) Ibid. p.117
13) Ibid.p.127/129
14) Ibid. pp. 120/125

Pr. Airton Evangelista da Costa
E-Mail: aicosta@secrel.com.br

www.palavradaverdade.com




terça-feira, 6 de março de 2007

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Classificação de Paises por perseguições

O Batismo do Crente



BATISMO NAS ÁGUAS

1- JESUS CRISTO FOI BATIZADO NAS ÁGUAS?
SIM. Mt 3.13 Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. 14 Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? 15 Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu. 16 Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; 17 e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (TRINDADE PRESENTE). (REPARE QUE JOÃO BATISTA NÃO CONHECIA JESUS COMO FILHO DE DEUS, MAS CONHECIA-O COMO SEU PRIMO (Lc 1); ELE SÓ SOUBE QUE JESUS ERA O FILHO DE DEUS QUANDO O ESPÍRITO SANTO DESCEU SOBRE JESUS; VIDE Jo 1.33 Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no Espírito Santo.)
2- O BATISMO NAS ÁGUAS É UMA ORDEM DE JESUS CRISTO PARA NÓS? COMO BATIZAR?
SIM. Mt 28.19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
A forma de batizar é em nome do pai, do filho e do Espírito Santo e quem dá a autoridade para batizar é Jesus.
3- A IGREJA NO PRINCÍPIO BATIZAVA OS NOVOS CONVERTIDOS NAS ÁGUAS?
At 2.41 De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; At 8.2 Mas, quando creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus e do nome de Jesus, batizavam-se homens e mulheres. 13 E creu até o próprio Simão e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e admirava-se, vendo os sinais e os grandes milagres que se faziam.
4- O APÓSTOLO PAULO FOI BATIZADO NAS ÁGUAS?
At 9.18 Logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista: então, levantando-se, foi batizado. 19 E, tendo tomado alimento, ficou fortalecido. Depois demorou-se alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco;
5-TEMOS EXEMPLO DE PESSOAS QUE FORAM BATIZADOS NAS ÁGUAS DEPOIS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?
SIM. At 10.47 Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? 48 Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias.
6-TEMOS EXEMPLO DE MULHER QUE FOI BATIZADA NAS ÁGUAS?
SIM At 16.15 Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso. (Lídia)
7-TEMOS EXEMPLO DE POLICIAL SENDO BATIZADO NAS ÁGUAS?
At 16. 33 Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as feridas; e logo foi batizado, ele e todos os seus.(guarda da prisão)
8-O BATISMO DE JOÃO BATISTA É O MESMO QUE O CRISTÃO?
NÃO. O batismo de João que era para arrependimento de pecados, era também para esperar a vinda de JESUS CRISTO e o batismo cristão é para confirmar, pela fé que cremos que Ele veio em carne, morreu por nós, ressuscitou e está assentado à direita do pai donde intercede por nós.At 19. 3 Tornou-lhes ele: Em que fostes batizados então? E eles disseram: No batismo de João. 4 Mas Paulo respondeu: João administrou o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que após ele havia de vir, isto é, em Jesus. 5 Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus (foram batizados nas águas, na autoridade de JESUS). 6 Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em línguas e profetizavam (depois foram batizados com o ESPÍRITO SANTO). 7 E eram ao todo uns doze homens.
O arrependimento do cristão se dá no dia em que se converte a CRISTO e não no dia do batismo em águas.

9-TEMOS EXEMPLO DE BATISMO NAS ÁGUAS E LOGO A SEGUIR BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?
SIM. At 19.6 Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em línguas e profetizavam ( foram batizados com o ESPÍRITO SANTO, depois do batismo nas águas - vide acima)). 7 E eram ao todo uns doze homens.
10-QUAL O SIGNIFICADO DO BATISMO PARA A IGREJA? NÓS MORREMOS MESMO NO BATISMO?
Rm 6. 1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? 2 De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? 3 Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. 5 Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; 6 sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. 7 Pois quem está morto está justificado do pecado. 8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, 9 sabendo que, tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele. 10 Pois quanto a ter morrido, de uma vez por todas morreu para o pecado, mas quanto a viver, vive para Deus. 11 Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.
1 Co 15. 26 Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte. 27 Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. 28 E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos. 29 De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles? 30 E por que nos expomos também nós a perigos a toda hora? 31 Eu vos declaro, irmãos, pela glória que de vós tenho em Cristo Jesus nosso Senhor, que morro todos os dias. 32 Se, como homem, combati em Éfeso com as feras, que me aproveita isso? Se os mortos não são ressuscitados, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. 33 Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes. 34 Acordai para a justiça e não pequeis mais; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa.
O BATISMO É O NOSSO SEPULTAMENTO COM CRISTO E TAMBÉM NELE, A NOSSA RESSURREIÇÃO PARA UMA
NOVA VIDA Cl 2.12" tendo sido sepultados com ele no batismo, no qual também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos;"
11-AS VELHAS ALIANÇAS CONTINUAM VALENDO?
AS VELHAS ALIANÇAS QUE PORVENTURA ALGUÉM TENHA FEITO EM ALGUMA SEITA, SÃO QUEBRADAS POIS AS ALIANÇAS SÓ VALEM ENQUANTO AQUELE QUE AS FEZ ESTÁ VIVO; QUANDO ALGUÉM ACEITA A JESUS CRISTO COMO SENHOR ELE MORRE E NASCE DE NOVO (Jo 3.3)
12-É preciso fazer curso de batismo nas águas?
Talvez esteja aí a razão porque tantos se desviam nos primeiros dias de sua conversão, nos dias atuais, pois ao atentarmos para os tempos bíblicos veremos que todos os que aceitavam o evangelho eram batizados nas águas imediatamente sem perguntas extras. Será que estamos inventando leis para salvação das pessoas? Será que estamos colocando os costumes adiante da fé? Não será hora de revermos nossa posição e seguirmos as orientações contidas na Bíblia, a infalível palavra de DEUS? Depois que alguém aceita a JESUS CRISTO como senhor e salvador certamente o ESPÍRITO SANTO ajudará essa pessoa a santificar sua vida e lhe revelará quais os melhores costumes a seguir, no modo de vestir, falar e agir; como nova criatura que agora é. Será que estamos fazendo igual aos judeus hipócritas que colocavam o Talmude acima da Bíblia?
Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
13- O Batismo: Uma novidade? Talvez muitos cristãos imaginem que os judeus não conheciam nem praticavam nada semelhante ao que é descrito em Marcos 1.4... "apareceu João Batista no deserto[5], pregando batismo de arrependimento." Será que João Batista introduziu um rito completamente novo, desconhecido aos judeus? Vemos que o NT não explica o ritual do batismo, dando a entender que os judeus não necessitavam de explicações. Isso porque o batismo não foi uma cerimônia introduzida por Jesus, João ou os apóstolos, mas era uma prática comum entre os judeus desde os primórdios de sua organização como povo. Estes batismos eram feitos usando-se a água ou outro elemento, como o sangue. Vejamos alguns textos: "Quando voltam da praça, não correm sem se aspergirem (no original grego "batizarem"); e há muitas outras cousas que receberam para observar, como a lavagem ("batismo") de copos, jarros de metal e camas. (Mc 7.4) "O fariseu, porém, admirou-se ao ver que Jesus não se lavara (batizara) primeiro, antes de comer. (Lc 11.38) Também Eclesiático[6] 34.25 diz: "Ao que se lava (batiza) depois de haver tocado um corpo morto, e torna a tocá-lo outra vez, de que lhe valerá o ter-se lavado?" Todas estas passagens dão a entender que os batismos eram cerimônias comuns: ... não comem sem se batizarem... ... cousas que receberam para guardar, como o batismo de copos... ... ao que se batiza depois de haver tocado um cadáver... Não falamos ainda sobre o modo como se batizavam. O fato é que se batizavam e que os batismos eram fato normal entre eles, independentemente da disputa acerca do significado da palavra. Note que estes "batismos" não são invenção humana. O autor de Hebreus fala de "diversas abluções (no original "diversos batismos") impostas até ao tempo oportuno de reforma." (9.10; ver tb Hb 6.2). Impostos quando e onde? Com certeza, na Lei de Moisés, que prescrevia minuciosamente as "oferendas e sacrifícios, embora (...) ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto". (Hb 9.9). Portanto, quando Jesus veio, encontrou o povo praticando esses diversos batismos (o deles mesmos, dos copos, das camas, etc) como uma prática cotidiana. Insistimos em que se note a forma normal e familiar do NT tratar a matéria. João aparece batizando no deserto, porém não há surpresas; não se dão explicações. Ele veio pregando o batismo "de arrependimento". Nova era a doutrina que pregava, não a cerimônia que praticava. De fato, a cerimônia era algo que o povo esperava ver o Messias realizar, bem como todo profeta verdadeiro. Por isso, quando João lhes disse que ele não era o Cristo, nem Elias, nem o profeta, a pergunta imediata que lhe fizeram foi: "Por que, pois, batizas?"[7] dando a entender, claramente, duas coisas: a) que os profetas tinham o costume de batizar; b) que esperavam que o Messias fizesse o mesmo na sua vinda. Quando o próprio Senhor foi a João, embora não necessitasse de arrependimento ou purificação, disse a ele "... convém que cumpramos toda a justiça." Justiça aqui significa "aquilo que a Lei exige". Estas palavras contêm o princípio geral pela qual o Senhor se conduzia -- obedecer a todas as ordenanças da Lei de Moisés, pois foram instituídas por Deus. Portanto, os batismos eram cerimônias eminentemente religiosas 'impostos' pela Lei. "Todo aquele que tocar o cadáver de qualquer pessoa e não se purificar, contaminou o Tabernáculo do Senhor, e essa pessoa será cortada de Israel; porquanto a água da purificação não foi aspergida sobre ele, [por isso] imundo será, e a sua imundícia será sobre ele" (Nm 19:13).O livro de Hebreus (9.10) faz menção às "diversas abluções (batismos) impostas" ao povo. Já vimos que a Lei de Moisés não ordena a imersão, portanto estes "batismos impostos não podiam ser realizados dessa forma. Também, pelo contexto imediato, fica claro que eram batismos "com o sangue de bodes, touros e as cinzas de uma novilha aspergidos sobre os contaminados" (9.13). O autor de Hebreus contrasta o culto judaico com a dispensação cristã. No primeiro havia regulamentos com respeito a comidas e bebidas, e diversos batismos e ordenanças acerca da carne. O sangue dos animais ou as cinzas de uma novilha misturadas à água, aspergidos sobre os imundos cerimonialmente os santificavam quanto à purificação da carne. Na dispensação cristã, o sangue de Cristo é eficaz. No primeiro, "Moisés (...) tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã e escarlate e aspergiu o livro da Lei e o povo, além do tabernáculo e seus utensílios" (Hb 9.19,21).
Nota: Alguns missionários têem usado balizar até mesmo por aspersão em locais em que não há água suficiente, o que não é errado, pois o ato é feito pela fé, assim como se alguém morre sem se batizar porque não teve tempo, cremos que alcansará misericórdia, assim como o ladrão da cruz.

Nota:
Eu acredito que o importante do batismo para o evangélico é o seu significado, Jesus falou que se testemunhássemos Dele, também Ele testemunharia de nós. O batismo é para o crente, uma forma de contrato entre ele e Jesus, onde ele demonstra a Jesus, que não se envergonha de amá-lo e aceitá-lo em toda sua plenitude dentro de suas vidas, nós pensamos que ao submergimos nas águas é como se ali, sepultássemos a velha criatura, cheia de magoas e apegadas á este mundo. E quando nos levantamos das águas, é como se tivéssemos nascidos de novo, como uma criatura mais amorosa e apaixonados por Deus, deixamos de fazer parte das coisas materiais, e passamos a confiar que só Jesus é o caminho e a solução para as nossas vidas.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Espirito e Alma o que voce acha?

Eu tenho ouvido pregações, onde os pregadores enfatizam que o Espirito torna a Deus e a Alma sofre as penas após a morte. Não me parece lógico pensar, que o Espirito ( o meu Espirito) não o Espirito Santo de Deus, depois de conviver comigo nesta vida, ele vai me abandonar ir para Deus e deixar a minha Alma (eu) pagar por todas as atitudes tomadas aqui. Acredito que Deus nos quer por inteiro, Alma e Espirito, para isso vou adicionar um texto de um teólogo que tem me ensinado muito. Seu nome é Pastor Valdex - IAD, é um texto muito interessante que elucida o tema acima.

Alma (NEFEH= PSIQUÊ). É a sede da personalidade, é aquele princípio inteligente que anima o corpo e usa os sentidos físicos como agentes na exploração das coisas materiais, e todos o orgãos do corpo expressa-se e comunicar-se com o mundo exterior. A alma é a sede da percepção, do desejo e do prazer, e do desfrutamento.
a)A alma parte no momento da morte (Gn 35.18; I Rs 17.21,22; 19.4).
b)A alma significando sangue (Dt 12.23; Lv 17.14 (alma = vida).
c)A alma significando pessoa (I Pe 3.20; At 27.37; Rm 2.9; Tg 5.20; Gn 46.27; Rm / 13.1; Lc 12.19 (Ego= Eu= alma).
d)A alma significando o coração (Pv 14.10; Jô 19.27; Sl 7.9; Jr 17.9).
e)A origem da alma (Gn 2.7; Nm 16.22; 27.16; Jô 27.3; 10.8-12; 33.4; Sl 104.29; 139.13-16; Ec 11.5; 12.7; Is 57.16; Jr 38.16; Zc 12.1; Hb 12.9). Nossa alma não é diretamente recebida, ela foi produzida depois que o espírito entrou no corpo (Gn 2.7).
Faculdades Da Alma. (Mt 16.25; Mc 8.35; Lc 9.24;Rm 7.23;12.2; I Co 14.14).4
A faculdade emotiva da alma:
a) Emoções de afeição (I Sm 18.1; Ct 1.7; Lc 1.46; Jô 32.20; Sl 107.18);
b) Emoções do desejo (Sl 42.184.2; Mt 12.18);
c) Emoções do setimento e percepção (Lc 2.35; I Sm 30.6; II Rs 4.27; Jô 19.2; Is 61.10; Sl 42.5; 86.4; 107.5; 119.20; 116.7; Mt 26.38; Jô 12.27; II Pe 2.8).
Faculdade volitiva da alma (Sl 27.12; 41.2; Ez 16.27; Dt 21.14 (vontade= a ama no original); I Cr 22.19; Jr 44.14; Jô 6.7; 7.15).
ESPÍRITO (Ruach =pneuma). Rm 8.16; I Co 2.11; 5.4; 14.14,32; Pv 25.28; Hb 12.23; Zc 12.1. Os versos das Escrituras agora citados são o suficiente para provar que nós, seres humanos, possuímos um espírito humano.Este espírito não é sinônimo da nossa alma, nem mesmo que o espírito santo.Nós adoramos a Deus neste espírito (Jô 4.24).O homem tem espírito, mas é uma alma.
O espírito humano é a vida imortal, inteligente e invisível do homem.É ele que vivifica a alma.É pelo espírito que o homem tem consciência de Deus.Nosso espírito vem diretamente de Deus, pois é dado por Deus (Nm 16.22;27.16; Zc 12.1; Is 57.16; Ec 12.7; Hb 12.9).Esse espírito é o centro e a fonte da vida humana, a alma possui e usa essa vida e lhe da expressão por meio do corpo.O espírito do homem, quando se torna a morada do Espírito Santo (I Co 3.16; 6.19; Rm 8.16), é o centro de adoração (Jô 4.24); de oração, cânticos espirituais (I Co 14.14,15), benção e de serviço (Rm 1.9; Fp 1.27; Cl 3.16; Ef 5.19).
Faculdades do Espírito: Consciência, intuição e comunhão.Alguns teólogos citam consciência e fé. Englobando na fé: Esperança, Adoração, Reverência e Oração
O espírito do homem não é a mente, nem a vontade, nem a emoção do homem; pelo contrário,ele inclui as funções da consciência,da intuição e da comunhão.É aqui no espírito, o Santo dos Santos do homem, que Deus nos regenera, nos ensina e nos conduz ao seu descanso.
Antes do crente nascer de novo, o seu espírito torna-se tão submerso e cercado pela alma,que é impossível para ele distinguir se algo emana da alma ou do espírito.As funções da alma se misturam com as do espírito.Além disso, o espírito perdeu sua função primária- para com Deus; pois está morto para Deus.Assim o espírito é apenas um acessório da alma.E quando a mente,emoção e vontade se fortalecem,as funções do espírito tornam-se tão eclipsadas ao ponto de quase se tornarem desconhecidas.É por isso que deve haver a obra de separação entre a alma e o espírito depois que o crente é regenerado (Hb 4.12).
Examinando a Bíblia, vemos que um espírito não regenerado funciona do mesmo modo que a alma.Gn 41.18; Pv 17.22; Is 29.24; 65.14; Dn 5.20.Estas passagens mostram-nos as obras do espírito não regenerado e indicam como são semelhantes as da alma.A razão porque o espírito, e não a alma, é mencionado, visa revelar o que aconteceu nas profundezas do homem.Isto mostra como o espírito do homem veio a ser controlado e influenciado completamente por sua alma, como resultado ele manifesta as obras da alma.
Em Cristo Pr. Waldex

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Eis que estou a porta e bato!



"Quem nos separará do amor de Cristo? Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8.35-39).
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!
Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.
Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.
Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.
Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.
Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

As igrejas até os dias atuais


domingo, 11 de fevereiro de 2007

Nosso Credo



1) Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29). 2) Na inspiração verbal da Bílbia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida eo caráter cristão (2 Tm 3.14-17). 3) Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9). 4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19). 5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8). 6) No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9). 7) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12). 8) Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15). 9) No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7). 10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12). 11) Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14). 12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10). 13) No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15). 14) E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Jesus espera por você!



MATEUS [11]:28 Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
I JOÃO [5]:11,12 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.
APOCALIPSE [3]:20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
I JOÃO [1]:9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
JOÃO [1]:12,13 Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
Estas são algumas das promessas que Jesus faz a todos que permitirem que Ele entre em seu coração!
Sua vinda esta próxima, Ele só não veio ainda pela grande miséricordia de Deus, que sabe que se hoje Cristo voltar, muitos serão entregues nas mãos do inimigo, porque ainda não se decidirão por Jesus, achamos que ainda há tempo, que o mundo tem muito a nos oferecer! mas esta escrito que o mundo pertence ao diabo! e enquanto seus pensamentos, seus apegos forem voltados para as coisas materiais, certamente ainda estas nas mãos do inimigo de Deus.
Pense nisso! decida-se por Jesus, que deu tudo por amor a sua alma!
Jesus te ama!
Joel Felipe de Paula

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Letra de música: " O FILHO PRÓDIGO "


Cantor: Sérgio Lopes
O mundo me deu flores quando lá cheguei
Todos os prazeres lá eu encontrei ,
Não pude ver os laços e quantos embaraços me esperavam
E me entreguei
Um dia eu acordei sem paz
Meu coração jogado à própria sorte e à solidão
Lembrando do meu pai
E a dor no seu olhar quando eu parti
Eu resolvi voltar, e aos seus pés me humilhar dizendo: Senhor!
Não mereço teu perdão! Como o teu servo mais humilde quero ser
Teu amor, só agora percebi: É a riqueza que, de todas, mais preciso ter!"
Com ternura me abraçou . Os meus erros esqueceu
E em festa meu regresso anunciou
Quem no mundo pode dar, sem recompensa esperar
Uma tão marcante prova de amor?

Jesus é o caminho!

João 3: 16;18
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, ma tenha a vida eterna.
Porque Deus enviou o seu filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê ja está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
Jesus, espera que cada um de nós façamos a diferença, quando Ele disse: "Vós sois a luz do mundo'!
Ele não poderia imaginar ninguém melhor do que os seus seguidores (dicipulos), pudessem mostrar com seus atos dar exemplo aos desorientados deste mundo que só com amor e pureza de coraçâo se chega da Deus.
Somos como um farol que guia as embarcações em noites de trevas, a um lugar seguro. Somos a luz daqueles que ainda não encontraram Jesus Cristo, o "Salvador Ungido", Através de nossos atos, ou seja: de obediência a palavra, e aos ensinamentos bíblicos, de uma vida sem mácula, é que seremos luzes para os perdidos, esperança para os oprimidos e alegria para os tristes. Vamos trazer estes naufragos para um porto seguro, um porto chamado Jesus Cristo.
Joel Felipe de Paula

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Ora e confia!


Se um dia te encontrares em situações difíceis que a vida te pareça um cárcere sem portas; sob o cerco de perseguidores aparentemente imbatíveis; sofrendo a conspiração de intrigas domésticas; na trama de processos obsessivos; no campo de moléstias consideradas irreversíveis; no laço de paixões que te conturbam a mente; debaixo de provas que te induzam à desolação e ao desânimo; sob a pressão de hábitos infelizes em extrema penúria, sem alma sem trabalho e sem meios de sobrevivência; de alma relegada a supremo abandono; na área de problemas criados pelos entes que mais ames; não desesperes. Ora em silêncio e confia em Deus, esperando pela Divina Providência, porque Deus tem estradas, onde o mundo não tem caminhos. E por isto que a tempestade pode rugir à noite, mas não existem forças na Terra que impeçam, cada dia a chegada de novo amanhecer.

Somos assim!



Romanos 7:15) - Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. (Romanos 7:16) - E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. (Romanos 7:17) - De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. (Romanos 7:18) - Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. (Romanos 7:19) - Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. (Romanos 7:20) - Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. (Romanos 7:21) - Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. (Romanos 7:22) - Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; (Romanos 7:23) - Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. (Romanos 7:24) - Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?

Influencia do Cristianismo em Roma



A INFLUENCIA DO CRISTIANISMO EM ROMA
Os romanos ultrapassaram todos os outros povos na sabedoria singular de compreender que tudo está subordinado ao governo e direção dos deuses. Sua religião, porém, não se baseou na graça divina e sim na confiança mútua entre Deuses e Homens; e seu objetivo era garantir a cooperação e a benevolência dos deuses para com os homens e manter a paz entre eles e a comunidade. Entende-se por religião romana o conjunto de crenças, práticas e instituições religiosas dos romanos no período situado em tre o século VIII a.C. e o começo do século IV da era cristã. Caracterizou-se pela estrita observância de ritos e cultos aos deuses, de cujo favor dependiam a saúde e a prosperidade, colheitas fartas e sucesso na guerra. A piedade, portanto, não era compreendida em termos de experiência religiosa individual e sim da fiel realização dos deveres rituais aos deuses, concebidos como poderes abstratos e não como Divindades Antropomórficas. Um traço característico dos romanos foi seu sentido prático e a falta de preocupações filosóficas acerca da natureza ou da divindade. Seus preceitos religiosos não incorporaram elementos morais, mas consistiram apenas de diretrizes para a execução correta dos rituais. Também não desenvolveram uma mitologia imaginativa própria sobre a origem do universo e dos deuses; seu caráter legalista e conservador contentou-se em cumprir com toda exatidão os ritos tradicionalmente prescritos, organizados como atividades sociais e cívicas. O ceticismo religioso chegou a ser uma atitude predominante na sociedade romana em face das guerras e calamidades, que os deuses, apesar de todas as cerimônias e oferendas, não conseguiam afastar. O historiador Tacitus comentou amargamente que a tarefa dos deuses era castigar e não salvar o povo romano. A índole prática dos romanos manifestou-se também na política de conquistas, ao incorporar ao próprio panteão os deuses dos povos vencidos. Sem teologia elaborada, a religião romana não entrava em contradição com essas deidades, nem os romanos tentaram impor aos conquistados uma doutrina própria. Durante a república, no entanto, foi proibido o ensino da Filosofia Grega, porque os filósofos eram considerados inimigos da ordem estabelecida. Os valores dominantes da cultura romana não foram o pensamento ou a religião, mas a retórica e o direito.
Com as crises econômicas e sociais que atingiram o mundo romano, a antiga religião não respondeu mais às inquietações espirituais de muitos e, a partir do século III a.C., começaram a se difundir religiões orientais de rico conteúdo mitológico e forte envolvimento pessoal, mediante ritos de iniciação, doutrinas secretas e sacrifícios cruentos. Nesse ambiente verificou-se mais tarde a chegada dos primeiros cristãos, entre eles os apóstolos Pedro e Paulo, com uma mensagem ética de amor e salvação. O cristianismo conquistou o povo, mas seu irrenunciável monoteísmo chocou-se com as cerimônias religiosas públicas, nas quais se baseava a coesão do estado, e em especial com o culto ao imperador. Depois de sofrer numerosas perseguições, o cristianismo foi reconhecido pelo imperador Constantinus I no ano 313 d.C. São escassas as fontes que permitem reconstruir a vida da primitiva Roma, pequena cidade-estado que se formou por volta do século VIII a.C. A descrição mais antiga é do historiador romano Marcus Terencius Varrão, do século I a.C., mas seu testemunho já mostra a grande influência da Cultura Grega, que motivou a reinterpretação da tradição religiosa. No período de formação original, a religião dos romanos já apresentava características utilitárias, em que as preocupações se centravam na satisfação das necessidades materiais, como boas colheitas e a prosperidade da família e do estado em tempo de paz e de guerra. Entre os deuses mais importantes dessa época estão Júpiter, deus do céu, o maior deles; Marte, deus da guerra; Quirino, protetor da paz, identificado depois com Romulus; e Juno, cuja função principal era dirigir a vida das mulheres. Outras deidades menores eram figuras vagas de funções limitadas e claramente definidas. Como os deuses maiores, tinham poderes sobrenaturais e, pelo culto adequado, podiam ser induzidos a empregá-los em benefício dos adoradores. A curiosidade dos romanos, porém, não passava desse ponto: os deuses não tinham mitos, não formavam casais e não tinham filhos. Os romanos não tinham também uma casta sacerdotal; seus ritos eram executados com meticulosa exatidão por chefes de família ou magistrados civis. Essas atividades clericais, porém, eram reguladas por colégios sacerdotais.
Na segunda metade do século VI a.C., os Etruscos conquistaram a cidade de Roma e introduziram nas práticas religiosas o culto às estátuas dos deuses, os templos, a adivinhação mediante o escrutínio das entranhas de animais sacrificados e do fogo e maior solenidade nos ritos funerários. O primitivo calendário religioso lunar, de dez meses, foi substituído pelo calendário solar de 12 meses. Nesse período ocorreu a incorporação de deuses que não eram apenas etruscos. Júpiter ganhou como consortes Juno e Minerva, uma união que resultou da influência grega, já que as duas deusas foram identificadas como Hera e Atena, mulher e filha de Zeus. Vênus e Diana surgiram de fontes italianas. Entre os deuses incorporados ao panteão romano por influência etrusca estão Vulcano, deus do fogo, e Saturno, divindade de funções originais obscuras. O Período Republicano, do século V ao século I a.C., caracterizou-se pela ampliação da influência da cultura grega, cujos mitos revitalizaram os deuses romanos ou introduziram novas divindades, como Apolo, que não tinha um equivalente romano geralmente reconhecido, e Esculápio. Outro costume importado da Grécia foi convidar os deuses para o banquete sagrado, o Lectisternium, no qual eram representados por suas estátuas e associados em casais, como Júpiter e Juno, Marte e Vênus etc. As figuras juntas nos banquetes formaram o grupo grego popular e típico de 12 deuses. Foram introduzidos ainda cultos orgiásticos do Oriente Médio, como o da deusa Cibele, a Grande Mãe, e o de Dioniso, que em Roma foi identificado como Baco. O imperador Augustus quis reavivar os cultos tradicionais - ele mesmo foi divinizado após a morte - e reconstruir os templos antigos. A crescente demanda por uma religião mais pessoal, porém, que nem as religiões tradicionais gregas nem as romanas eram capazes de satisfazer, foi atendida por vários cultos do Oriente Médio, que prometiam a seus seguidores o favor pessoal da divindade e mesmo a imortalidade se certas condições fossem atendidas, entre elas a iniciação secreta em ritos misteriosos. O primeiro deles foi o de Ísis que, embora de origem egípcia, sofreu modificações em sua passagem pela Grécia. Depois veio o culto de Atis, consorte da Grande Mãe, e por último o de Mitra, de origem Persa, que se tornou o predileto dos soldados romanos. No último período do Império Romano, desenvolveu-se de forma particular o culto ao Sol, e o imperador Aurelianus proclamou como suprema divindade de Roma o Sol Invicto. Mas essas tentativas de reavivar uma religião que sempre servira aos interesses do estado fracassaram, ante a expansão do Cristianismo que, em 391, foi declarado religião oficial do estado pelo imperador Theodosius I, que suprimiu o culto tradicional.
Neste período o estado teve problemas enormes, pois o comércio vivia da exploração dos deuses pagãos, dificultando assim a situação financeiras de artesãos e vendedores de estatuas. E também dos diversos templos que existiam afetando a economia.

O fim da perseguição
A perseguição da igreja antiga durou pouco mais de dois séculos e meio. Em 313 o imperador Constantino assinou (juntamente com Licínio, que governava no oriente) o famoso "Edito de Milão" que punha fim a toda a perseguição religiosa, proclamava o cristianismo como religio licita (religião legal), além de conceder plena liberdade religiosa para todos os habitantes no império.
NOTA: Edito é um decreto (ordem) emitido pela autoridade máxima, que estabelece um regulamento com valor legal e irrevogável.
Por causa de muitos fatores políticos e sociais, e também do que se considerava ira dos deuses, na época em que Constantino se tornou imperador o bem-estar do império romano se tornava cada vez mais precário. Dizia-se que os deuses estavam infelizes por causa da religião dos cristãos, que se recusavam a oferecer-lhes sacrifícios. Por esta razão, como vimos, a igreja sofreu as piores perseguições entre 250 e 311.
Mas o Espírito Santo de Deus amparou a Igreja. Alguns que abandonavam a igreja por causa da perseguição começaram a voltar. O evangelho começou a entrar nos círculos sociais importantes (na corte imperial, no exército e nas classes mais altas). Enquanto isso, a unidade do império parecia depender cada vez mais da existência de uma religião oficial fundada no tripé um Deus, um império e um imperador. E no lugar de persegui-lo, parece que só restava ao império reconhecer o poder do Deus que agia no cristianismo.
Conversão de Constantino e início da Igreja imperial
Quando se tornou imperador em 312, o império se achava dividido. Tendo usurpado o poder depois da morte de seu pai, ele tinha pretensões de unificar o poder e chegar ao poder máximo. Seu inimigo nessa corrida veio a ser o filho do ex-imperador Maximiano, chamado Maxêncio, que também se fez proclamar monarca em Roma. Constantino marchou então, com essa finalidade, em direção a Roma até estacionar seus exércitos na outra margem do rio Tibre. Apenas uma ponte, a Ponte Mílvea, separava seus exércitos dos exércitos de Constantino. Temendo ser vencido, Constantino teria evocado a ajuda do Deus dos cristãos, que numa visão lhe teria revelado o segredo da vitória. Usando o sinal da cruz de Cristo nas suas armaduras, seus exércitos teriam vencido Maxêncio. Desde então o imperador começou a tomar medidas que favoreceram a religião cristã, até que em 316 se tornou a única e oficial.
Teria Constantino se convertido a fé cristã ao favorece-la? Há duas interpretações. A primeira diz que de fato se converteu, tornando-se mesmo um ardente cristão; a segunda, que ele decidiu usar o poder agregador do cristianismo para vantagens políticas. De acordo com o historiador Earle Cairns, "Constantino cria que a 'adoração a Deus' deveria ser o 'primeiro e o principal cuidado' do governante, por isso ele pensava que não podia haver outra alternativa senão a liberdade religiosa como política do império".
Tanto um quanto outro desses fatores justificam as medidas de Constantino que elevaram o cristianismo à religião lícita e mais tarde oficial em todo o império. Estabeleceu uma sociedade em que deveria haver uma adesão universal a uma religião comum, o cristianismo. Para isso tomou algumas medidas essência: a) no ano 321 proclamou o domingo como dia oficial do descanso para culto; b) deu aos bispos autoridade sobre certas responsabilidades civis, como julgar intrigas litigiosas entre os membros da igreja e fazer casamentos com validade civil; c) liberou verbas para construção de templos, que passaram a se chamar de "basílicas" (de basileus = do reino, portanto, igrejas imperiais); d) estabeleceu dias festivos cristãos de interesse público, como o natal de Cristo; e) transferência, aos poucos, da data do nascimento de Jesus de 6 de janeiro para 25 de dezembro , o dia do nascimento do deus sol, deus de Constantino.
Este processo de favorecimento político do cristianismo pode ser chamado de imperialização da igreja, que foi o primeiro passo em direção a histórica união do estado e a Igreja Católica Romana. Houve conseqüências positivas e negativas no processo. Em primeiro lugar, positivamente, o processo abençoou o cristianismo com o total fim da perseguição dos cristãos em todo o império; em segundo lugar, negativamente, entraram para a igreja muitos pagãos sem uma genuína conversão ao evangelho de Cristo; como resultado, várias práticas, crenças e doutrinas religiosas pagãs se infiltraram na igreja (=paganização ou secularização da igreja), que começou a se esfriar e perder seu entusiasmo e visão típicas da Igreja Primitiva.
O paganismo e suas conseqüências na Igreja. A influência dos costumes e das práticas religiosas pagãs aumentavam na igreja à medida em que o tempo passava. A mentalidade mágica típica das religiões pagãs tornou-se comum entre os "cristãos". Alguns sacramentos, como a ceia do Senhor, eram cada vez mais vistos como tendo poderes mágicos. Por outro lado, o desafio de ainda permanecer um verdadeiro cristão numa igreja invadida pelo paganismo, favoreceu a propaganda do exemplo dos antigos cristãos que morreram por causa da sua fidelidade a Cristo. Deste modo teve início da veneração dos mártires como santos (mais tarde também suas imagens e relíquias). Por causa do baixo nível moral no império que também se aprofundava, o desafio da santidade levou alguns bispos à prática de exigir confissão auricular, que prescrevia penitências (obras que valem como punição difícil) aos crentes em pecado. Finalmente, muitos líderes importantes da igreja (bispos e teólogos), sedentos de poder, começaram a lutar para ampliar suas influências e poderes políticos e jurídicos.
Conseqüências da Perseguição
Como conseqüência da perseguição aconteceram três coisas importantes: um grande crescimento da igreja e o surgimento de dois tipos de literatura: as biografias ou testemunho dos mártires e manuais de defesa da fé cristã.
Martirologos. Os "atos dos mártires" descreviam o exemplo de fidelidade dos cristãos que se recusavam a apostatar da fé e adorar o imperador; descreviam ainda como eram presos, torturados, queimados, decapitados, exilados ou entregues aos animais para serem devorados em circos públicos. O amor de muitos cristãos pelo reino de Deus e pelo salvador Jesus Cristo era tal que procuravam mesmo o martírio como forma de testemunhar do Evangelho.
Graças aos "atos de martírio" é conhecido o testemunho de perseverança de notáveis homens e mulheres de Deus, especialmente no segundo século. Os mais notáveis foram Inácio, bispo de Antioquia, morto em 115, Policarpo, bispo de Esmirna, morto em 156 e Justino "o Mártir", morto em 165.
Crescimento da Igreja. A segunda conseqüência importante foi o crescimento de igreja. Certa vez o teólogo cristão Tertuliano, importante defensor da fé nessa época, escreveu que o sangue dos cristãos é a semente da igreja. Quanto mais eram perseguidos, mais os cristãos se sentiam encorajados a testemunhar as glórias da fé cristã. Disto resultou um crescimento que assombrava as autoridades romanas ao verificarem o fato. O imperador Trajano chegou a ordenar que se parasse a matança dos cristãos porque quanto mais eram mortos, mais corriam para o martírio como as abelhas correm para as colméias.
No fim do terceiro século, estima-se que a população da igreja oscilava entre 5 e 15 por cento da população do império, que girava em torno de 50 a 75 milhões de pessoas. A terceira conseqüência foi a defesa da fé, que discutiremos mais adiante.
Oficialização da igreja pelo Estado Romano
O fim da perseguição levou ainda à oficialização formal do cristianismo como religião oficial civil do império no século V. Depois da morte de Constantino, venerado na igreja ortodoxa como décimo terceiro apóstolo de Cristo, e no cristianismo católico ocidental como "Magno" (grande), veio uma série de imperadores que ou trabalharam para consolidar as reformas religiosas iniciadas por Constantino, ou tentaram restaurar os cultos pagãos através da pugnação do cristianismo. O imperador Juliano, o Apóstata (361-363), foi particularmente quem mais fez para devolver o império ao paganismo. Numa guerra contra os persas, morreu desiludido depois de ver fracassados seus esforços. Ao expirar, teria reconhecido a vitória de Cristo com as célebres palavras "Venceste Galileu!".
Chegara ao trono imperial Teodósio, que em 380 assinou uma série de Editos que oficializaram o cristianismo como religião civil da sociedade romana. Entre outras coisas, (a) proscreveu como ilegais todos os cultos pagãos no império; (b) considerou heresia condenável, também pela lei civil, qualquer doutrina que divergisse da genuína doutrina cristã dos apóstolos. Assinou um decreto que proibiu oficialmente os "hereges" de realizarem reuniões públicas, evocou para eles o juízo divino e promulgou punição civil para eles. De perseguida a igreja cristã se tornou perseguidora dos hereges. Depois dele, o império dividiu-se entre o oeste (derrubado e subdividido mais tarde pelos germanos no ano 486) e o leste. No leste (parte orienta), com o imperador Justiniano (527-565), a igreja foi totalmente submetida ao estado e se tornaria igreja do império romano. Veremos que o cristianismo acabará dividido também seguindo a divisão do império.
Relembremos o que aprendemos nesta parte. A característica mais notável da Igreja Primitiva foi sua rápida expansão. Depois do Pentecoste, o Espírito Santo levou os primeiros cristãos a uma grande determinação missionária que levou o evangelho tanto a judeus quanto aos gentios espalhados no império romano. Paulo e Barnabé foram os mais notáveis missionários do primeiro século. O rápido crescimento dos cristãos, bem como seus hábitos e práticas santas, incomodou os pagãos a ponto de persegui-los. O imperador Nero começou a onda de perseguição localizada contra os cristãos, que se tornou universal nos reinados de Décio e Diocleciano. Contudo, a conseqüência da perseguição veio a ser exatamente o inverso do que pretendiam os inimigos do Espírito que atuava na igreja. O cristianismo cresceu com a perseguição. E ao terminar a perseguição com Constantino, ela se tornou na única religião do império.
Joel Felipe de Paula